Meningite
Anteriormente, esta patologia resultava no óbito da maioria dos pacientes, e os poucos sobreviventes apresentavam severas seqüelas neurológicos. A partir do desenvolvimento de medicamentos, como o antibiótico, da utilização de novas técnicas de diagnóstico e de um melhor conhecimento da patologia, houve uma redução significativa da taxa de mortalidade, e até mesmo, uma redução das seqüelas neurológicas, proporcionando aos pacientes acometidos uma maior possibilidade de sobrevivência com qualidade de vida.
Desenvolvimento
A meningite, como sugere o próprio nome, é a inflamação das membranas que recobrem e protegem o SNC (sistema nervoso central), conhecidas como meninges. Nessa patologia ocorre o comprometimento das meninges por microorganismos patogênicos, onde alguns destes podem ser potencialmente fatais, principalmente quando não realizados os procedimentos cabíveis e necessários à recuperação do paciente.
A meningite pode ser causada por inúmeros microorganismos patogênicos, onde os principais são as bactérias e os vírus. É possível também o desencadeamento da meningite por fungos, protozoários e helmintos, sendo estes bem menos freqüentes do que os anteriormente citados, podendo-se até dizer que são bastante raros.
I. A história da doença no mundo
No velho continente europeu a meningite cérebro-espinhal epidêmica era conhecida como “spot-fever”, devido às manchas púrpuras manifestadas nos indivíduos acometidos. Mas, somente ao final do século XIX, com as descobertas na microbiologia, foi possível melhor compreender o quadro clínico-patológico dessa doença. Em 1805, em Genebra, Suíça, o médico M. Vieusseux descreveu pela primeira vez a sintomatologia de uma meningite cérebro-espinhal que causava um surto naquela cidade, acometendo dezenas de crianças. Essa doença que se tornou