Lagartixa de van der walls
Forças intermoleculares são as forças que mantém as moléculas unidas umas com as outras. Essas forças podem ser divididas em dois tipos, uma delas é a de Van der Waals.
Forças de Van Der Waals são forças de atração ou repulsão entre entidades moleculares, diferentemente daquelas que se unem por meio de ligação. São duas as forças principais. Dipolo Permanente – Dipolo Permanente e Forças de dispersão (Forças de London).
Dipolo Permanente – Dipolo Permanente é quando o lado positivo do dipolo de uma molécula atrai o lado negativo do dipolo da outra molécula. Portanto, esta força existe em moléculas polares. Forças de London são iterações muito mais fracas, quando as moléculas são apolares, mas possuem elétrons em constante movimento e num determinado momento, aparecem pequenos dipolos instantâneos, que desaparecem em pouco tempo, mas neste curto espaço, podem induzir a formação de dipolos contrários na molécula mais próxima, ocasionando na atração entre as duas.
2 – LAGARTIXA DE VAN DER WAALS
Antigamente acreditava-se que as lagartixas possuíam microventosas em suas patas, mas esses animais também conseguiam se prender em superfícies lisas e molhadas, onde supostamente microventosas não teriam aderência, sendo descartada esta hipótese.
Em 1960 o cientista Uwe Hiller sugeriu que esta proeza era possível, devido a um tipo de atração entre as moléculas das patas das lagartixas e as moléculas da parede.
No final do século 20, foi provado por um grupo de cientistas liderados por Kellar Autumn, que as lagartixas se mantinham presas nas paredes, devido as Forças de Van der Waals. Cada pata de uma lagartixa tem cerca de 500 mil setae (pêlos de queratina que medem de 30 a 130 micrômetros, o equivalente a um décimo do diâmetro de um fio de cabelo humano). Cada um dos setae contém centenas de terminações pontiagudas que provocam um deslocamento de elétrons entre seus próprios átomos e os da superfície,