Introdução a psicologia médica
Podemos buscar os rudimentos da integração entre a psicologia e a medicina, assim como de diversas outras áreas de estudo, na Grécia antiga onde a medicina era considerada uma arte (techné), por perseguir sempre um objetivo: a saúde. Assim sendo, tinha uma característica basicamente humana, sendo indissociável a analise da mente humana.
Por outro lado, o início da construção de nossa visão atual de medicina pode ser considerado o advento da medicina antropológica, formada na Alemanha nos anos 20, que apresentava uma visão diferente do positivismo e sua divisão total entre as ciências, entendendo as doenças não apenas como orgânicas.
“Para François Laplantine, o autor de Antropologia da doença, esta ciência estuda a percepção e resposta de um grupo social à patologia, elabora e analisa modelos etiológicos e terapêuticos.”
A medicina antropológica teve fundamental importância ao abrir caminho no meio científico para a interação da medicina com as outras ciências. Assim, seguindo a tendência de interação entre as ciências, nos anos cinquenta a prática medica uniu-se a outros discursos, principalmente os sociológicos e psicológicos. Essas interações ganharam maior repercussão com os trabalhos realizados por Michael Balint e com seu livro “O médico, seu paciente e a doença”, onde introduz na medicina contribuições da psicanalise, por isso Balint é considerado o pai da psicologia médica atual.
Conceituação
É, segundo Marchais Masson, o estudo e a prática das contribuições da psicologia a medicina e desta a psicologia. De uma maneira mais ampla, trata-se de considerar nas relações medicas o papel de tudo que é da ordem da psique humana, quer dizer: do funcionamento da mente de todos aqueles na arte da medicina, lembrando que o real objetivo dessa arte é o bem do paciente e não necessariamente a erradicação da doença.
Contrariando House:
Foreman: "Tratar pacientes não é o porquê nos tornamos médicos?"
House: "Não, tratar doenças é o porquê nos