Introdução Intercursos
Na realidade brasileira e mundialmente, a inclusão social é um fator tão marcante quanto seu reverso, a exclusão social. A inclusão social pode ser encarada como um objetivo, uma realidade que só será totalmente alcançada com grandes transformações sociais e políticas. Para discutir sobre esse assunto, é necessário abordar temas como ética e cidadania (Ministério da educação, 2004, p. 8). A inclusão social procura integrar pessoas, indiferente das suas condições físicas, culturais, raciais, etc. Para que todos façam parte da sociedade interagindo e vivenciando o cotidiano como qualquer outro ser humano. De acordo com Navalon (2014):
A inclusão social é um exercício que implica no ato de exercer a cidadania, libertar-se dos preconceitos concebidos e primar pela igualdade de direitos, sem perder a referência que é o diferencial de cada ser humano. Assim, a inclusão baseia-se em permitir que toda e qualquer pessoa sinta-se completamente integrada à sociedade de forma igualitária. Dentre essa parcela da população há um grupo constituído por 45 milhões de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência, podendo ser física ou mental (GARCIA, 2011). Justamente pela grande quantidade de pessoas com deficiência cada vez mais fala-se sobre políticas, leis e criação de programas e serviços que atendam suas necessidades. Recentemente foi instituída a Lei da Inclusão da Pessoa com deficiência, cada uma dessas medidas busca permitir que a pessoa com deficiência seja capaz de interagir naturalmente na sociedade em todos os seus âmbitos. Vemos cada vez mais espaços, objetos e roupas que buscam incluir e promover a diversidade (RESENDE e VITAL, 2008).
No caso específico da moda, a inclusão social implica em estudos ergonômicos do corpo humano para isso se faz necessária uma aproximação com o público alvo, para entender a fundo suas necessidades sem perder as características do vestuário comum, visando aumentar a participação destes indivíduos na sociedade,