Interpretação de gráficos: explorando a concepção de professores
A presente resenha analisa o artigo “Interpretação de gráficos: explorando a concepção de professores, de Kátia Barros Cabral dos Santos e Ana Coelho Vieira Selva, ambas da Universidade Federal de Pernambuco. A obra resenhada aborda aspectos relacionados à interpretação de gráficos por professores do Ensino Fundamental I (4º e 5º anos). Segundo as autoras, foram observadas algumas dificuldades entre os professores pesquisados na abordagem do assunto em questão. Dentre as maiores dificuldades podemos citar o domínio de certas habilidades na interpretação de gráficos, nesse aspecto se sobressaíram melhor os professores que se identificavam mais com a disciplina Matemática.
Esse trabalho vem de certa forma corroborar o que já observamos em sala de aula através das nossas experiências profissionais, uma vez que a maioria dos alunos apresenta dificuldades em trabalhar a interpretação de gráficos e tabelas.
Acreditamos que essa dificuldade advém da falta de formação continuada dos nossos professores, pois não podemos restringir a análise de gráficos e tabelas apenas à disciplina Matemática, uma vez que outros componentes curriculares também o utilizam, com Língua Portuguesa, Geografia e outras áreas, conforme exigência dos Parâmetros Curriculares da rede pública de ensino. Não aprofundar a discussão em torno desse aspecto é negligenciar a formação dos nossos alunos, tendo em vista que o ENEM e os vestibulares tradicionais exploram esse conteúdo de maneira interdisciplinar, como foi enfatizado anteriormente.
Diante do que foi analisado, apresentamos como proposta uma política de formação continuada, assim como já há em outras áreas, a partir de um diagnóstico feito sobre as demandas do corpo docente e discente de nossas escolas. Como seria feita essa intervenção? Um dos recursos de diagnostico seriam as avaliações externas que o poder já dispõe: Prova Brasil, SAEBE, SAEPE que são aplicados com os alunos; e com os professores, seriam aplicados questionários