Influência da Reforma Protestante na Expansão Marítima Inglesa
No final do século XV e início do XVI, o Reino da Inglaterra compreendia a Inglaterra, o País de Gales e uma faixa costeira da Irlanda. A Escócia era um reino independente durante esse período, a Inglaterra conheceu uma relativa paz interna, o que permitiu o desenvolvimento das atividades mercantis e manufatureiras, embora a agricultura continuasse predominando.
A partir do século XV, a agricultura começou a transformar-se. Até então, predominavam as terras comunais, que todos os membros de uma aldeia ou condado tinham o direito de utilizar para o pastoreio ou para as plantações. Com o desenvolvimento das manufaturas da lã, a nobreza começou a cercar as terras para criar ovelhas. O governo inglês permitiu que cada homem cercasse as terras e tomasse-as como de uso particular, de acordo com a quantidade de terras que usasse anteriormente esse processo recebeu o nome de cercamentos. Como os mais ricos usavam mais terras, acabaram ficando com mais áreas de pastagens. Os mais pobres foram expulsos do campo e migraram para as cidades, onde constituíam multidões de vagabundos e mendigos, perambulando em busca de emprego ou da caridade. Eram os enjeitados de uma sociedade em rápida expansão demográfica e econômica.
Na capital, Londres, encontravam mais chances de sobrevivência, ocupando-se de pequenos trabalhos ou de atividades marginais, como o roubo e a prostituição. As classes altas não se importavam com essa marginalidade: tão preocupadas com a mera sobrevivência, eram incapazes de revoltar-se ou provocar anarquia política. Só no final do século XVI e no XVII, foi que os chamados homens de bem tomaram consciência de que existia um submundo do crime, que precisaria ser eliminado do reino o desenvolvimento inglês havia enriquecido uma minoria, mas empobrecido a maioria da sociedade.
No final do século XV e início do século XVI, o poder real progredia na Inglaterra, embora de forma mais modesta que na Europa