hk-21
Metralhadora ligeira 7,62 mm m/963 HK21
Na metralhadora ligeira HK21, os gases resultantes da combustão da carga propulsora são responsáveis pelo lançamento do projéctil e pelo recuo das partes móveis. Dispõe de um comutador de tiro para utilização da arma em tiro simples ou contínuo. Dois roletes, apoiados pela elevada massa da culatra e pela respectiva mola recuperadora, retardam a abertura da culatra. O percutor, recolhido no interior da culatra, tem a cauda saliente. A percussão tem lugar quando o armador, por acção do gatilho, liberta o cão. A alimentação é efectuada por uma fita de carregamento. Um extractor de garra com mola faz a extracção do invólucro. A ejecção tem lugar quando a base do invólucro encontra o ejector de alavanca do punho. O arrefecimento do cano efectua-se pelo ar que circula através dos orifícios de ventilação da manga que o veste. Pode substituir o cano.
METRALHADORA HK21
O sucesso da G3 levou a Heckler & Koch a desenvolver várias armas com¬plementares, com tantos componentes comuns quanto possível. Surgiram assim espingardas de atiradores especiais (snipers), como a PSG-1, carabinas e metralhadoras ligeiras. Neste último campo, a H&K comercializou dois modelos semelhantes: a HK11, alimentada por fita ou pente, e a HK21, alimentada por fita, ambas para o cartucho NATO de 7,62 mm. A HK21 podia receber um adaptador, de modo a ser alimentada com caixa ou pente e permitia a selecção do disparo entre semi-automático e automático; vinha equipada de série com bipé, embora possa ser colocada num tripé próprio.
Portugal precisava de uma metralhadora ligeira para armar a secção de atiradores equipada de G3, tendo sido compreendido logo em 1961 que as espingardas normais equipadas de bipé não eram uma solução satisfatória. A MG42, que começa a chegar a partir de 1962, é uma excelente arma, mas, com os seus 12 kg, foi considerada demasiado pesada para a secção de atiradores, para além de ser cara. A solução