HISTÓRIA DO MACULELÊ
Contribuição mestre índio
Na África, os negros lutavam empunhando dois pedaços de pau, que eles chamavam de lelés. A rivalidade era intensa entre duas tribos rivais; os macuas e os males, sendo que estes últimos diziam: ‘’vamos pegar os macuas a lelé’’ desta expressão, originou o nome maculelé. Sabemos que no brasil, somente em dois engenhos se iniciou o maculelé: o engenho são Lourenço, cujo proprietário não permitia que os negros usassem os cassetetes e o engenho partido, de propriedade de Joaquim pereira. Com a intenção de promover sua defesa e a liberdade os negros utilizavam pedaços de paus para realizar os treinamentos, porem logo foram proibidos, pois achavam causar perigo e danos a lavoura. Foi então que Ti-ajou, um escravo muito sábio do engenho partido encontrou uma maneira de camuflar a luta, introduzindo a musica a dança como brincadeira, o maculelé agradou ate o dono do engenho que permitiu a sua pratica nos momentos de folga. Foi improvisando um timbale com o tacho furado, agogô (pequeno sino) xequeré (chocalho) e as batidas dos cassetetes (bastões roliços de madeira) que tudo começou. As musicas foram adaptadas e com os negros em tudo tinha a fé, saudavam os seus deuses ou tudo aquilo que tinha o seu respeito e adoração. Ti-ajou, também era pai de terreiro e sabia como ninguém as normas e rituais do candomblé, deste grupo participaram também, João Oba. Substituto eventual de Ti-ajou. A ele foi passando todo ritual do maculelé que fiel a seu mestre, continuou sua obra. Depois de 13 de maio de 1889, o maculelé durante três dias, festejando a abolição. Alegria da liberdade faziam dançar em qualquer lugar onde pudesse se reunir, Não tinham roupas adequadas, usavam apenas camisu ( túnica usada pelos negros Male) e calções de saco. Em santo amaro da purificação, os negros saíram para dançar em frente a igreja da matriz. Caminharam com um mastro e ai ao som das cantorias seguiram para praça