Evoluçao do pensamento economico
Nas comunidades primitivas, como era o caso das indígenas, a divisão do trabalho entre homens e mulheres era bastante clara: os homens se dedicavam a caça, a pesca e a segurança do lar, ao passo de que as mulheres se ocupavam com a administração do lar, com a educação dos filhos e com fabricação de artesanatos. A produção de alimentos, antes destinada à subsistência, com o passar dos tempos permitiu a formação de excedentes que eram trocados, dando origem ao comércio. A evolução continuou: mais tarde parte dos bens e serviços eram produzidos por pessoas especializadas – os artífices e artesãos. Num segundo momento, a produção passou a ocorrer em fábricas, e o trabalho se tornou assalariado.
1.1 Relações econômicas na Antiguidade
Na Grécia Antiga, cuja economia estava baseada na agricultura e no comércio marítimo, o ócio era entendido como necessário para que o cidadão pudesse se dedicar aos assuntos políticos. Os gregos menosprezavam as atividades braçais. Para Platão (427-347 a.C.) e Aristóteles (384-322 a.C.), alguns homens possuíam inferioridade inata, justificando a escravidão. A mão de obra escrava era largamente utilizada, enquanto que o restante da sociedade nada produzia, o que sem dúvida prejudicou a economia grega.
Acredita-se que Aristóteles foi quem cunhou o termo economia (oikonomía) em seus estudos sobre aspectos de administração privada e sobre finanças públicas. Também encontramos algumas considerações de ordem econômica nos escritos de Platão e de Xenofonte (440-335 a.C.).
Os romanos não deixaram nenhum escrito notável na área de Economia. Essa civilização grandiosa também utilizava mão de obra escrava, a maior parte formada por prisioneiros de guerra, o que vinculou o modo de produção escravista à constante necessidade de novas conquistas territoriais. Sendo uma propriedade de seu dono e, portanto, comparável a qualquer outro instrumento ou ferramenta, o escravo romano era brutalmente castigado.