etica
As origens da estética são muito remotas. Para trabalhar com a educação estética é preciso deixar de lado toda e qualquer idéia de modelo estético pré-estabelecido, como se o belo fosse o resultado da experiência da cultura grega.
A problematização em cima do tema é muito recente. A educação estética valoriza a efervescência da criação, a pluralidade da beleza e a altivez dos grupos humanos. Portanto, "Educar esteticamente hoje é ensinar a ver, a ouvir criticamente, a interpretar a realidade. É também permitir que desde cedo crianças e jovens percebam o valor de uma obra e aprendam a observá-la." Percebe-se assim que esta forma de educação prima pelo individual, pela sensibilidade, pela beleza na sua dimensão mais ampla. Assim, a educação estética não pode dissociar-se da educação ética, nem das condições históricas e culturais.
A convicção pessoal deve orientar a conduta, modelando a idéia, dando um direcionamento aos projetos pessoais e comunitários, organizando a reflexão em torno do que se julga como bem ou mal, respeitando outras as éticas. As quais se organizam de acordo com os objetivos, os valores e as virtudes dos povos.
Ao trabalhar o sistema ético Bittar (2002, p.43 e 44) afirma que: "apesar de prescrever suas próprias medidas e limites para o comportamento, apesar de esquematizar o direcionamento da ação humana, apesar de prescrever seu próprio conjunto de códigos de atuação singular e social, não exclua a possibilidade de outras éticas." A esse tipo de compostura chama de "tolerância ética", argumentando: "se um sistema ético existe, deve conviver com