Em que medida a importação da cultura do setor privado pode ser a morte e/ou a salvação das organizações públicas
INRODUÇÃO
Estamos vivenciando um cenário de constantes mudanças sociais, econômicas, políticas e tecnológicas (VERGARA e BRANCO, 1995). Estas mudanças requerem das organizações um alto padrão de competitividade que se estenda em nível global. Para alcançar estes padrões de competitividade globais, as empresas precisam ter uma significativa capacidade de atrair, reter e desenvolver talentos profissionais. As organizações públicas, com suas devidas peculiaridades, também precisam seguir estas estratégias para cumprirem seu papel social.
De acordo com Ferreira (1996), o desafio para enfrentar o contexto de mudança atual está no processo de reforma do aparelho do Estado. Esse processo de transformação e, consequente modernização, impõe ao Estado a necessidade de rever seus papéis, funções e, especialmente, mecanismos de gestão. Além disso, o modelo de governo burocrático de Max Weber, que funcionou bem durante muitas décadas e serviu para combater o modelo patrimonialista, não se aplica mais no ambiente globalizado.
Sendo assim, as organizações públicas para atingirem seus objetivos de sustentabilidade com eficiência e eficácia, precisam desenvolver a capacidade de antevisão e, além disso, necessitam de agilidade e flexibilidade para adaptar-se aos novos desafios e demandas externas.
SURGIMENTO DA NOVA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Na década de 90, o então ministro da Administração Federal e Reforma do Estado Luís Carlos Bresser Pereira, no governo de Fernando Henrique Cardoso, promove uma reforma do Estado que tem como eixo norteador a mudança de uma administração pública considerada burocrática para uma administração gerencial, também denominada de “nova administração pública”. E o que vem a ser a administração pública gerencial sugerida no plano diretor?
De acordo com Bresser (2001), “algumas características básicas definem a administração pública