Economia Planificada ou Centralizada
Feira de Santana, 05 de novembro de 2013
SUMÁRIO
O funcionamento de uma economia centralizada
Nas economias centralizadas ou planificadas, os três problemas básicos - o que e quanto, como e para quem - são determinados pelos órgãos planejadores centrais e não pelo sistema de preços como nas economias de mercado. O planejamento é, grosso modo, formulado da seguinte maneira:
Primeiro: Faz-se um “inventário" das necessidades humanas a serem atendidas.
Segundo: Faz-se um "inventário" dos recursos e das técnicas disponíveis para a produção.
Terceiro: Com base nessas disponibilidades, faz-se uma seleção das necessidades prioritárias e fixam-se as quantidades a serem produzidas de cada bem - são as chamadas "metas" de produção e consumo.
O órgão planejador fixa as metas a serem cumpridas, transmite-as aos órgãos setoriais e regionais, e estes diretamente às unidades produtoras da atividade econômica. O sistema de preços não funciona como um mecanismo orientador, mas sim para facilitar a consecução dos objetivos de produção estabelecidos pelo Estado. Na realidade ele tem duas funções diferentes, uma durante o processo de produção, e outra no momento da venda do produto ao consumidor.
Os preços e a organização da produção
Durante o processo de produção, os preços não passam de recursos contábeis que facilitam o controle da eficiência com que os produtos são manufaturados, calculados com base em empresas de eficiência média. Assim, se uma fábrica qualquer estiver produzindo de modo pouco eficiente, os prejuízos financeiros logo acusarão essa falha. No caso de uma eficiência maior do que a média, aparecerão os lucros inesperados. A maior parte destes lucros vai para os cofres governamentais. Outra parte é usada para expandir a empresa se tal expansão não entrar em conflito com os planos governamentais. A outra parte é repartida entre