corrosão
É normalmente uma reação de oxidação - redução onde há transferência de eletrões pois existe um agente redutor, que vai doar eletrões, sofrendo assim oxidação (corrosão) e um agente oxidante, que vai receber esses eletrões.
O agente redutor distingue-se do oxidante através do potencial normal de redução, e este diz-nos a tendência que a espécie possui para se reduzir, ou seja, receber eletrões. Sendo assim, quanto menor for o potencial normal de redução de um metal, maior será o seu poder redutor, ou seja, oxidar-se-á mais facilmente.
Um dos exemplos mais comuns de corrosão que podemos identificar no nosso dia-a-dia é a corrosão do ferro, quando entra em contacto com a água e o oxigénio, dando origem a ferrugem. Neste caso a superfície do metal funciona como um ânodo (elétrodo negativo), onde ocorre a oxidação:
Fe (s) 〖Fe〗^(2+) (aq) + 2e^-
Os eletrões que se formam desta equação fluem no metal para uma região que funciona como cátodo (elétrodo positivo) onde ocorre a redução do oxigénio atmosférico a água:
O_2 (g) + 〖4H〗^(2+) (aq) + 〖4e〗^- 2H_2 O (l)
Juntando as duas reações anteriores obtemos a reação global de oxidação- redução:
2Fe (s) + O_2(g) + 〖4H〗^+(aq) 〖2Fe〗^(2+)(aq) + 2H_2 O (l)
De seguida os iões de 〖Fe〗^(2+)são oxidados pelo oxigénio e passam a 〖Fe〗^(3+), que forma óxido de ferro (III), mais conhecido como ferrugem, que precipita na forma hidratada.
〖4Fe〗^(2+) (aq) + O_2(g) + (4+2x)H_2 O (l) 〖2Fe〗_2 O_3.x H_2 O (s) + 〖8H〗^+
Este óxido de ferro hidratado forma uma camada porosa, que não adere à superfície do metal e se vai soltando com o