Coreia
Pedro do Coutto
Na sequência da explosão atômica subterrânea que detonou e do lançamento de mísseis na direção do Mar do Japão, ações condenadas pelo Conselho de Segurança da ONU, portanto com o voto da Rússia e da China, o governo da Coréia do Norte tacitamente declarou-se novamente em guerra contra os EUA e a Coréia do Sul. .Condicionou um possível ataque seu à perspectiva de navios do país serem interceptados no mar amarelo. É verdade. Mas o fato é que Pyongyang, a antiga Pan Mun Jon, declarando rompido o armistício firmado com os EUA em 53, quando foi instituído o Paralelo 38, um empate dividindo as duas nações, faz o tempo retornar à época do conflito. Ele começou em 1950, quando o Norte invadiu o Sul. No contexto da guerra fria entre as grandes potências. A China começava a se projetar no cenário mundial.
Coréia – Chosen em linguagem asiática- significa país de manhã tranqüila. É justamente o contrário. As duas Coréias separaram-se em 1948, a do Norte sob o domínio comunista como está até hoje, a do Sul na esfera de influência dos Estados Unidos. Um dos países mais antigos do mundo, tendo surgido mais de dois mil anos antes de Cristo. Em 1949, a do Norte invadiu a do Sul. A Casa Branca, então com o presidente Harry Truman, ordenou a ação militar norteamericana para defender Seul. Morreram milhões de pessoas no conflito que durou três anos. Sessenta mil americanos perderam a vida. Seus nomes estão escritos no mármore da praça central de Washington que fica em frente ao Lincoln Memorial. A Coréia do Norte faz fronteira com a China. As forças americanas, com a participação de aliados, avançaram pelo território inimigo. A China, que participava da luta de forma não totalmente ostensiva, opôs-se fortemente a esta incursão. O comando americano estava nas mãos do general Douglas Mac Arthur, que havia comandado as operações da segunda guerra no Pacífico e fora governador geral do Japão ocupado de 45 a 49.