Cidadania na grécia e contribuições para o ocidente
Na Grécia, eram cidadãos as crianças nascidas de um pai cidadão e de uma mãe filha de cidadão. Havia dois termos para designar cidadão: astos e polites, e, supoe-se, por isso que a distinção dos dois termos significava que astos servia para designar cidadão apenas enquanto pertencente à comunidade ateniense e polite servia para designar cidadão de pleno direito, participante na vida política. Na maior parte das cidades gregas, as condições para que um nascimento ser considerado legítimo e dar acesso à cidadania seriam as mesmas que em Atenas, no entanto, há referencias de que havia cidades em que bastava que o pai fosse cidadão, e outras até em que bastava a condição de cidadania da mãe para a futura aquisição de plenos direitos cívicos da criança. Para melhor se definir o conceito de cidadania na Grécia Antiga, devemos começar por compreender como evoluíram historicamente as sociedades gregas até à constituição das cidades e das suas comunidades cívicas. Não existem muitos dados sobre a chegada dos povos, mas situa-se esse fato no início do segundo milênio antes da nossa era. Nas antigas cidades gregas ser-se cidadão não significava apenas pertencer a uma entidade nacional, mas também participar numa vida comum que se manifestava a nível econômico, político, religioso e militar. Nos regimes oligárquicos haviam cidadãos que, devido à sua pobreza e ao exercício de profissões menos prestigiadas, eram excluídas da comunidade política, na democracia os casos de exclusão de cidadãos da comunidade política aconteciam quer por privação dos seus direitos, quer por desinteresse dos cidadãos pela causa pública. Cidadania é uma noção que se vai formando ao longo dos tempos e não se pode determinar o momento exato em que assume caráter definitivo o que se deve não só à escassez de dados documentais, mas também ao fato de só no século V a.C., e apenas nos meios intelectuais de Atenas, se ter desenvolvido uma reflexão teórica à volta da noção complexa de política, que