Analise de conjuntura - guerra das malvinas (realismo)
ANÁLISE DE CONJUNTURA
"Até que ponto a Guerra das Malvinas pode ser considerado um conflito de necessidade?"
TRI
Prof. Fernanda Magnotta
São Paulo, Outubro 2012 O paradigma realista no estudo das Relações Internacionais é provavelmente o mais conhecido e com o maior número de adeptos. Sendo assim também é considerado a forma mais básica de se pensar criticamente. Por mais que a maioria que o estuda logo adere a sua maneira de pensar, o realismo é de suma importância às outras teorias, já que através da tentativa de derrubar suas proposições, inúmeras outras correntes puderam se estruturar no caminho. A própria teoria realista pôde se estabelecer assim, com um chute inicial de E. H. CARR em ‘A crítica realista’, com apenas um críticas puderam abrir caminho a um conjunto de hipóteses e leis científicas mais tarde por H. MORGENTHAU. Morgenthau, o pai do realismo, em sua obra “A política entre as nações” datada da década de 40, construiu seus conceitos para o realismo clássico em meio a um mundo bipolarizado (EUA E URSS) e assim seu ponto principal fora encontrado: O Poder. A razão e aspiração de todas as relações entre os atores. Em sua obra, ele define nação como uma "união abstrata de indivíduos unidos por uma compensação psicológica visando à aspiração de poder, a qual, quando reprimida no plano interno, é estimulada no externo". E sendo assim, a política internacional nada mais seria do que é um luta de interesses individuais (de cada nação envolvida) rumo ao poder, e por fim, o tal poder político, diz respeito a relações mútuas de controle entre detentores da autoridade pública e pessoas em geral, unidos mais uma vez por uma relação psicológica entre aqueles dois. O impacto que o primeiro exerce sobre os últimos deriva de 3 fontes: expectativa dos benefícios, medo das desvantagens e respeito/amor por homens ou instituições. Em abril deste ano o mundo testemunhou o aniversário de 30 anos de