Alvaro Siza
Figura 1 - Casa Carlos Siza a partir da rua
A- Contexto de Intervenção A pequena moradia, projectada para seu irmão Carlos, inscreve-se num ‘’gaveto de pendente e configuração irregular em Santo Tirso’’. Esta localidade, como muitas outras nos arredores do Porto, que de pequena vila se desenvolveu até extensas manchas de edificações entre elas , fábricas, blocos de apartamento e moradias. Este projecto vai ser marcado pela dificuldade de enquadrar a forma (em‘’U’)’, com a dimensão da parcela e a envolvente já edificada, resultante de um desenvolvimento desorganizado da cidade. ‘’Perante este caos urbano’’, de mancha edificada,’’ o edifício, cercado de muros, recolhe-se numa introspectiva forma em U, e implanta-se no extremo nascente do lote.’’ De salientar que a forma do edifício é resultante também da adaptação de um programa interno a uma topografia complexa e uma envolvente com uma ‘’ ocupação de um terreno já pré estabelecidas’’. Os muros também são parte importante do projecto, pois, originados na própria fachada do edifício, vêem o seu inicio na cota mais baixa do terreno, ‘’e vão diminuindo ao longo da rua, á medida que a pendente aumenta’’. O arquitecto encontrou problemas também com a orientação do próprio edifício devido a legislação portuguesa tendo de readaptar a sua primeira ideia a um edifício com uma nova orientação (tinha de ter uma fachada paralela á rua), contudo atribui sempre uma grande importância ao pátio cónico exterior , devido ao caracter exterior mas privado que este tinha. A casa está localizada numa rua secundária, cercada por habitações unifamiliares e a dois quarteirões, grandes blocos de apartamentos desafortunadamente e violentamente interpõe-se na vista.
O projecto é feito e desenvolvido, pelo menos em parte, em resposta a esse contexto, com uma vontade obstinada de proteger e criar uma atmosfera íntima e