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RESUMO
Este estudo buscou realizar um levantamento de elementos que indiquem como o psicólogo é percebido. Participaram pessoas entrevistadas na cidade de João Pessoa (PB), distribuídas em três grupos, a saber, pessoas da população geral (n = 42), estudantes de Enfermagem (n = 43) e de Psicologia (n = 52). Todas se submeteram a uma associação livre de palavras após ouvirem o termo psicólogo. Os resultados demonstraram que todos os grupos indicaram perceber o psicólogo como profissional promotor de saúde mental e proporcionador de auxílio psicológico. Particularmente, na população geral houve pessoas que nada souberam declarar. Os estudantes de Enfermagem mostraram uma percepção mais adequada das práticas do psicólogo quando comparados com a população geral. Apenas os estudantes de Psicologia demonstraram uma atenção a aspectos humanitários da prática profissional do psicólogo. Discutem-se os resultados buscando vincular a percepção de cada grupo às circunstâncias e aspectos predominantes de cada um deles. Introdução
Desde o final do século XIX, quando foi inaugurada como ciência, a Psicologia vem conquistando o seu espaço enquanto campo de estudo e atuação. A fundação do primeiro laboratório de Psicologia Experimental de Wilhelm Wundt, em 1879, na Alemanha, significou o estopim do desenvolvimento científico da Psicologia. Segundo Castro (1999), logo após Wundt, muitos outros estudiosos contribuíram para o crescimento do conhecimento em Psicologia. Percebe-se que a herança deixada por esse passado produtivo é uma multiplicidade de modelos teóricos e metodológicos que permanecem até hoje e fundamentam tanto a ciência quanto a atuação profissional na área.
A história da atuação profissional no Brasil surge concomitante com a Psicologia científica; antes disso inexistia aqui o reconhecimento da Psicologia como prática com terminologia e conhecimento definido. Pereira e Neto (2003) sugerem três