1A0FF6902 Sofistas
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Faculdade São GeraldoSOFISTAS: Razão, Discurso e Relativismos da Justiça
1 - O surgimento da sofística
1.1 - Contexto Histórico
Todo um precedente histórico, em que lendas, mitos e cultos religiosos celebrizam fundamentos metafísicos para a definição do justo e do injusto, antecede a formação sofística.
A mitologia, as intervenções dos deuses, a ira divina, os poderes naturais e sobrenaturais... imperaram enquanto o homem não se fez, por meio de um processo histórico, senhor de seu próprio destino.
A esse período da história grega convencionou-se chamar pré-socrático (anterior ao século V a.C.), no qual impera a preocupação do filósofo pela cosmologia, pela natureza e pela religiosidade.
“O homem é a medida de todas as coisas” (Protágoras) antropológica. Passagem da filosofia cósmica para a
A sofística surge no momento histórico da democratização de Atenas.
1.2 - Representantes:
Protágoras (Abdera);
Górgias (Leontinos);
Trasímaco (Calcedônia);
Pródico (Ceos);
Hípias (Élide);
Antífon
Atenas
Crítias
1.3 - Características dos Sofistas
Eram cultos e dedicavam-se à retórica, visando o preparo de novos dirigentes;
Não formaram uma escola. Eles constituíram, no máximo, um conjunto de pensadores relativamente contemporâneos, que possuíam afinidades de idéias, conceitos e modos de vida;
Não se preocupavam com o profissionalismo do saber (ciência);
Relativismo e humanismo;
Subjetivismo e individualismo.
Protágoras
Górgias
argumentação pró e contra, ambas verdadeiras e defensáveis. (Antilógica) mais importante do que o verdadeiro é o que pode ser provado ou defendido.
“A palavra é déspota poderoso”
1.4 - A Relativização da Justiça
O que é bom para X pode ser mau para Y, o que é bom para X em certas circunstâncias pode ser mau para ele em outras, e assim por diante;
O homem deve submeter-se ao poder daquele que acendesse ao controle da cidade pela força;
A justiça é vantagem para aquele que domina e não para aquele que é dominado.