A outra escravidão: a mineração do ouro e a “instituição peculiar”.
Russel-Wood é um brasilianista - termo que se refere a historiadores estrangeiros que vieram para o Brasil. Ele foi orientado por Charles Boxer, outro historiador Inglês que pesquisou sobre o Brasil no período colonial, assim pode-se dizer que Wood dá continuidades há vários temas levantados por Boxer, como o regime escravocrata no litoral brasileiro. No entanto, diferentemente de Charles Boxer, Russel-Wood viveu no Brasil na década de 1960, levantando estatística sobre a demografia escrava, usando fontes como Cartas, Censos e Alvarás.
Ao analisar a escravidão nas plantations comparando com a região das Minas Gerais, Russel-Wood se deparou com várias diferenças, sendo que o autor as cita incansavelmente, na verdade ele busca essas diferenças. Neste sentido, ele nos faz pensar que impacto teve esta instituição peculiar e traça o perfil inclusive psicológico do escravo.
Inicia sua narrativa fazendo um balanço sobre as características da região do ouro, relatando as formas de compra, pagamento, onde havia várias pressões financeiras sobre os mineiros, uma das formas que se dava esta pressão por parte da Coroa eram os impostos como o QUINTO, indo a Coroa Portuguesa mais além, quando legitimou uma lei a qual o escravo que denunciasse seu senhor ganhava a liberdade.
Nos mostra uma falta de regularidade quanto à extração do ouro, das pedras preciosas, esta se dava por vários fatores como a cheia dos rios, falta de recursos, material, etc. Contraditório, é que num lugar onde mais “passeava” dinheiro, havia um maior endividamento do mineiro. Um ponto a destacar, é que segundo Russel-Wood havia uma discrepância muito grande em relação ao número de mulheres ao de homens, visto que os dados demográficos, por ele levantado, mostra uma maioria de homens nesta sociedade.
Russel-Wood observa que na região das Minas, a organização espacial era dispersa, porém incontínua e que diferentemente do que muitos