A luta pelo direito ihering resenha
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Ihering, Rudolf von. A Luta pelo Direito. São Paulo: Ed. Martin Claret, 2009. Concernir à luta a ferramenta fundamental para se firmar as mudanças sociais, e assim gozar de um estado de paz, direito, é como se deve resumir a tese de lhering, bastante explícita na frase em que inicia sua obra: “A paz é o fim que o direito tem em vista, a luta é o meio de que se serve para conseguir.” Tem como verdadeiro objeto de estudo, a luta pelo direito subjetivo, mas não deixa também de demonstrar para o direito objetivo a exatidão da asserção feita por ele de que a luta é a própria essência do Direito. O autor refuta, pois, aos indivíduos que mesmo encontrando-se injustiçados, preferem a paz a um direito dificultoso, o que o autor chama de uma covarde fuga diante da resistência à injustiça, porque para ele resistir a uma lesão pessoal, é um dever do interessado para consigo próprio e é também um dever para com a sociedade, porque essa resistência é necessária para que o direito se realize. Para explicar a primeira proposição, Ihering dedica a segunda parte da obra, no qual procura por meio de exemplos mostrar que o sentimento jurídico lesado se dá não só pela perda de valor material, mas acima de tudo o lesionado sofre uma dor moral. Célebre é a frase do autor: “Não há juízes mais severos para delitos contra a propriedade que os camponeses”, que sintetiza muito bem sua opinião a respeito do dever de justiça para consigo, mas não tem Ihering a intenção de propor que o sentimento jurídico apresenta uma sensibilidade diferente segundo a diversidade da posição ou profissão, já que defender o direito, mesmo em se tratando de uma injustiça puramente objetiva, o interesse é o foco prático do direito, no sentido subjetivo. Em resumo, a reação do sentimento jurídico dos indivíduos atinge o maior grau sempre que uns e outros se sintam imediatamente ameaçados nas condições particulares de sua própria existência. A luta pelo Direito na esfera social é para