A DEPENDÊNCIA SOCIAL HUMANA
O homem é um ser frágil, dotado de atributos físicos incomparavelmente inferiores aos de muitos animais irracionais que nos circundam. Apesar de não ser o mais rápido ou o mais forte, o homem possui traços na constituição de seu cérebro que faz deste órgão mais complexo e desenvolvido que os de outros animais. Com sua capacidade intelectual aprimorada e, consequentemente, capacidade de raciocínio e ação mais desenvolvida, o homem aprendeu a usar do meio ao se redor como forma de benefício próprio.
No entanto, não é somente através de seu meio que o homem conseguiu, no decorrer da história, garantir a perpetuação da espécie.
O homem é, por natureza, um ser social. Desde os primórdios, as primeiras formas de vida consideradas humanas já associavam sobrevivência ao convívio coletivo. Segundo estudos arqueológicos, a associação entre outros da mesma espécie e a divisão de tarefas dentro de um grupo de homo sapiens, foi um fator crucial que garantiu a sobrevivência do homem até os dias atuais, substituindo na cadeira evolucionária os homens de Neandertal.
Não sendo um ser autossuficiente, o homem sempre se relacionou instintivamente com os demais, unindo, desta forma, sua força física e intelectual com as de outros em pró de uma causa comum, como a obtenção de alimento, abrigo ou outro recurso essencial à manutenção da vida humana.
Aristóteles dividiu os animais em dois grupos: os gregários (koinonia), e os solitários (monadika), sendo o homem cabível em ambas as categorias. Dentre essas, existem subdivisões: chama-se politika a categoria daqueles que estão propensos a viver em sociedade, e sporadika aquela quem que vivem de forma esparsa. Aristóteles atribuiu o homem à 1ª categoria e definiu-o como um ser sociável por natureza, não por acaso.
O dom da fala, atributo único ao ser humano, nos permite uma interação mais profunda e densa com outras pessoas do que conseguem os demais animais. Embora muitos possam expressar-se por meio de