Um amor eterno
Aproximei-me deles e depois disso não me lembrei de mais nada, a não ser pelo toque das gotas da chuva penetrando em minha pele machucada, então caída no chão fiquei a esperar a morte.
De repente, senti ser carregada e colocada gentilmente em um sofá, percebi que mãos frias tocavam meu rosto e palavras incompreensivas sendo ditas aos meus ouvidos. Procurava um rosto, mas as únicas coisas que via eram luzes fortes, ate que fui tirada dos meus devaneios com um toque de uma lamina, que entrava facilmente em meu pescoço.
A dor era tão forte, que parecia que eu estava queimando no inferno, lentamente esse incomodo foi cedendo, ate parar definitivamente.
Quando abri os olhos, vi um moço ao meu lado, segurando a minha mão com um lindo sorriso. Ele me disse que se chamava Henrique e me explicou o que aconteceu: que eu estava morrendo e que a única esperança era me transformar em uma vampira.
Quando ele disse vampira fiquei aterrorizada, então lhe perguntei se aquela dor na minha garganta era desejo de sangue? Ele me respondera que sim. Quando abri a porta vi que estávamos no meio de uma floresta e longe da cidade.
Henrique saiu tão rápido que era impossível de um humano ver, mas eu já não era mais normal, havia me transformado em um terrível monstro com um louco desejo por sangue.
Fui atrás dele, o vento parecia fazer caricias em meu rosto. Nós estávamos ao norte e eu já não agüentava mais aquela dor. Ele mandou que eu escutasse, e então ouvi o barulho das folhas, do rio e finalmente de um coração, eram alces, estavam a leste de onde nos encontrávamos, sai correndo e pulei nas costas do maior, que não teve chance de se quer se mover, cravei os dentes no seu pescoço e suguei o seu sangue doce e quente que fazia cócegas em minha