Tratamentos de Petróleo
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco
DACI – Departamento Acadêmico de Controle e Sistemas Industriais
CQUI- Coordenação de Química
Disciplina: Processos Químicos Industriais
Alunos: Christian Lima, Etiene Agostinho, Thomas Lucena
Tratamentos de Petróleo
Os processos de tratamento têm por finalidade principal eliminar as impurezas que, estando presente nas frações, possam comprometer suas qualidades finais; garantindo, assim, estabilidade química ao produto acabado. Dentre as impurezas, os compostos de enxofre e nitrogênio, por exemplo, conferem às frações propriedades indesejáveis, tais como, corrosividade, acidez, odor desagradável, formação de compostos poluentes, alteração de cor, etc.
As quantidades e tipos de impurezas presentes nos produtos são extremamente variados, diferindo também conforme o tipo de petróleo processado que gerou as frações. À medida que os cortes vão ficando mais pesados, a quantidade de impurezas cresce proporcionalmente, o que dificulta a remoção.
Os processos de tratamento são classificados em duas categorias: Processos convencionais (DEA/MEA, Caustico, MEROX e BENDER) e Hidroprocessamentos. Os primeiros são aplicados às frações leves, enquanto o segundo grupo é usado, principalmente, para frações médias e pesadas.
Tratamento Cáustico
O tratamento cáustico consiste numa lavagem da fração de petróleo por uma solução aquosa de NaOH (soda cáustica) ou de KOH (potassa cáustica). O objetivo deste tratamento é a eliminação de compostos ácidos de enxofre, tais como o H2S e mercaptans de baixas massas molares (RSH). Compostos sulfurados diferentes dos mencionados anteriormente não podem ser removidos por este tratamento. O processo consegue remover também, porém em menor escala, cianetos e fenóis, compostos que normalmente estão presentes na nafta de craqueamento.
Em função das limitações do tratamento cáustico, é utilizado somente para