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Política Linguística é o desempenho de uma Administração, tanto formal por meio de legislação ou por meio de decisões judiciais ou por meio de políticas que visam determinar como e em que áreas devem ser utilizadas as línguas e cultivar as habilidades necessárias de alto-falantes para atender às prioridades nacionais ou estabelecer direitos de indivíduos ou grupos para usar e manter suas línguas.
Neste trabalho pretende-se abordar a política linguística em Moçambique, fazendo uma retrospectiva histórica e o seu desenvolvimento.
Retrospectiva histórica
Ao terminar o colonialismo português em Moçambique, a língua portuguesa era parte do repertório linguístico de um grupo minoritário de moçambicanos, residentes principalmente nos centros urbanos. Para muitos desses falantes, o Português era uma língua secundária, aprendida formalmente na escola e usada frequentemente em domínios institucionais (escolas, instituições governamentais, entre outros). Por outro lado, simbolicamente marcava prestígio e ascensão social para quem usasse o Português no seu dia a dia. Com a independência de Moçambique em 1975, esta relação simbólica permaneceu e, pelo contrário, ela fica mais reforçada com a adopção e promoção da língua portuguesa como um importante símbolo de unidade nacional e como língua oficial.
A escolha do Português como língua oficial e da unidade nacional foi uma consequência previsível dada a história do seu uso em Moçambique (havia sido adoptada no processo de libertação do país), o tipo de diversidade linguística prevalecente no país, as premissas ideológicas relacionadas com o tipo de sociedade concebida para o país, bem como a necessidade de incorporar as elites na estrutura do poder e nas instituições burocráticas para se garantir o funcionamento do novo estado.
Assim a Língua Portuguesa tornou-se, consequentemente, um meio primário de comunicação nos domínios públicos, não somente em cenários institucionais mas