segunda fazse do modernismo
Foram muitos os acontecimentos que deram origem a Segunda Fase Modernista, como: a ascensão e declínio de Getúlio Vargas; Quebra da Bolsa de Nova Iorque; Segunda Guerra Mundial, entre outros. Porém o que seriam considerados fatos péssimos, hoje, através de uma visão otimista e até, realista, se faz jus a frase: há males que vem para o bem. Afinal, se cada um desses acontecimentos não tivesse ocorrido a literatura estaria possivelmente mais pobre. O que seria de nós sem os belíssimos poemas de Drummond? E das canções do pai da bossa nova, Vinícius de Moraes? Ou então os livros geniais de Jorge Amado?
No ano de 1945, que marcou o fim do conflito, Getúlio Vargas foi deposto pelas Forças Armadas. Seu governo ditatorial chegou ao fim com a eleição do general Eurico Gaspar Dutra para presidente de República. É nesse cenário que se desenvolveu a literatura da segunda fase modernista no Brasil (1930-1945). Após o momento de eclosão do ideário modernista proposto na década de 1920, houve a fixação e a maturação das concepções teóricas e temáticas do Modernismo. A necessidade de pensar a terra natal, expressa pelos modernistas da primeira fase no resgate folclórico, por exemplo, agora é voltada à exploração de ambientes geográficos específicos do território nacional. Literatos e intelectuais dirigem suas atenções para o ambiente rural, marcado pelo êxodo gradativo de boa parte da população para as grandes cidades, em busca de melhores condições de vida, em decorrência das secas. No mesmo sentido, nas diversas regiões do país serão feitos esforços para explorar o que houver de peculiar e distinto, sobretudo social e historicamente. O regionalismo torna-se, então, um dos núcleos mais caros à segunda fase do Modernismo.
Alguns historiadores da literatura entendem que essa fase concentra esforços na tentativa de construção de novas estéticas e ideológicas, em oposição às praticas iconoclastas da Primeira Geração. Para