Relatório Lab Eng Química
Quando um líquido escoa de um ponto para outro no interior de um tubo, ocorrerá sempre uma perda de energia, denominada perda de pressão (Sistemas de ventilação ou exaustão) ou perda de carga (Sistemas de bombeamento de líquidos). O dimensionamento de qualquer encanamento seja de alimentação, distribuição ou de bombeamento, supõe o cálculo da grandeza denominada perda de carga, Com o objetivo de determinar a perda de cargas teórica e experimental foram realizadas medições em um sistema específico com singularidades, foram mostrados também os cálculos necessários para a obtenção dos valores necessários na construção do gráfico comparativo entre as perdas.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A existência de atrito no escoamento do fluido provoca uma dissipação de energia que, por unidade de peso, é computada matematicamente na equação 1, pela perda de carga Hp1,2. Note-se que a ideia de perda de carga é introduzida para balancear a equação, sem objetivo de procurar explicar o paradeiro da energia que vai sendo perdida pelo fluido ao longo do seu escoamento. É evidente que, entrando em detalhes, a perda de carga, provocada pelo efeito mecânico do atrito no escoamento do fluido, acabará recaindo em efeitos térmicos, que deverão ser levados em consideração na sua interpretação. (Franco Brunetti 2º ed). (1) Por razões práticas, é conveniente considerar a perda de carga, denotada por , como sendo a soma de duas parcelas: perda de carga contínua, , e perda de carga localizada, . Então: (2)
Perda de Carga Contínua: A perda de carga distribuída ocorre ao longo dos trechos retos de tubulação devido ao atrito. Admite-se que seja uniforme em qualquer trecho de uma tubulação de dimensões constantes. Esta perda de cara depende do diâmetro D e do comprimento L do tubo; da rugosidade ε da parede do tubo; da massa específica ρ e viscosidade μ do