Preservação das nascentes
Inicialmente, o Programa Piloto priorizou a região amazônica brasileira.
Somente em 1999 teve início o Subprograma Mata Atlântica, que veio tratar especificamente da proteção deste bioma (BRASIL, 2003d). A grande atenção voltada inicialmente para a Amazônia pode ser explicada pelo fato da floresta abrigar uma enorme diversidade biológica, sendo vista, pelos olhos internacionais, como fundamental para o desenvolvimento da pesquisa farmacológica e da tecnologia genética (FATHEUER, 1994). Destacam-se também os apelos simbólicos e históricos da Amazônia à imaginação, economia e ciência ocidentais (ZHOURI, 2002). Da mesma forma, a divulgação das queimadas, através de imagens de satélite levou a destruição deste ecossistema a ser considerado, no âmbito mundial, como uma das maiores catástrofes ecológicas dos últimos tempos, principalmente, porque a proteção das matas tropicais já vinha sendo encarada como uma questão de sobrevivência da humanidade.
Políticas para a Conservação da Mata Atlântica
Frente a estes grandes desastres, o movimento ambientalista em defesa da Mata Atlântica começa a se organizar. Através da atuação de um bloco de representantes ambientalistas na Assembléia Constituinte é aprovado, em 1988, um artigo que reconhece a Mata Atlântica como patrimônio nacional (DEAN, 1998).
Forma-se, na Conferência Rio-92, a Rede de ONGs (Organizações NãoGovernamentais) da Mata Atlântica, hoje composta por 224 entidades filiadas nos 17 estados por onde se estende este bioma e que começa a atuar no terreno político, junto aos parlamentares e ao poder executivo brasileiro (REDE DE ONGs DA MATA
ATLÂNTICA, 2003). Nos anos 90, evidencia-se o reconhecimento da Mata Atlântica pela comunidade internacional. Em 1991, foram declaradas pela UNESCO (Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, expressivas parcelas da floresta da Serra do Mar, do Vale do