optometria
RECONHECIMENTO DE DISTÚRBIOS
Ricardo Domingos Mondadori
Optometrista, Pres. do Conselho
Regional de Optometria SC
Prof. de Optometria do CIEPH
INTRODUÇÃO
Desde os tempos de Helmholtz e Hering (1860) se discute se a visão é uma realidade inata ou bem uma realidade aprendida.
Em outras palavras: o que vemos, onde e como vemos, deriva de uma dotação genética, ou devemos isto a um processo de aprendizagem, ou por acaso deriva de ambos?
A optometria nasceu da óptica e durante gerações esteve condicionada por suas leis físicas precisas, até que na década de 20 (1920), A.M. Skeffington advertiu que na prática clínica se verificavam certos fenômenos que, segundo aquelas leis, não poderiam acontecer.
Skeffington abandonou a atividade profissional e dedicou os anos seguintes ao estudo e a investigação chegando finalmente a estabelecer sistemas de análises baseados em respostas comportamentais antes que refrativas.
Nasceu a OPTOMETRIA COMPORTAMENTAL que abriu novos horizontes.
Assim como o processo de desenvolvimento do ser humano produz a visão, o processo visual, por sua vez, influirá em seu comportamento. E se a visão é uma habilidade aprendida, pode ser melhorada. Melhorar a visão significa aumentar a capacidade do homem. Um desenvolvimento do processo visual com lacunas está sempre na origem do escasso rendimento e incomodidades. A optometria comportamental não se limita a análise do processo visual, pois considera de igual importância o tratamento dos problemas visuais: o treinamento visual.
A optometria comportamental se dirige a globalidade do organismo, valendo-se de lentes, exercícios visuais e exercícios psicomotores para melhorar seu comportamento perceptivo motor e seu rendimento.
Agudeza visual, estabilidade e velocidade de percepção constituem a base de todo processo de aprendizagem.
Reforçando a eficácia psicomotora e dirigindo-se à inteligência ativa, a optometria