movimento ambientalista
Crise ecológica e ecologismo: uma introdução A humanidade faz parte da natureza e depende dela para sua sobrevivência, mas a civilização dá a ela o poder de mexer com a natureza em escala sempre crescente, para bem ou para mal. Entre os efeitos negativos desta intervenção humana encontram-se: destruição do solo através de seu uso abusivo, provocando erosão, inundações e alterações do clima; ameaça à vida biológica nos oceanos, lagos e rios, devido à poluição de suas águas; envenenamento da atmosfera com vapores prejudiciais; criação e produção de armas com poderes absolutos de destruição de qualquer forma de vida; concentração de atividades industriais e comerciais em áreas superlotadas, até o. ponto em que as deseconomias externas do congestionamento, da poluição e da alienação da moderna vida industrial e urbana anulam os ganhos em qualidade de vida obtidos através do aumento do consumo material.
O comportamento humano já gerou múltiplas, e, às vezes, profundas crises ecológicas ao longo da História (Toynbee,1982). Como produto destas, algumas civilizações desapareceram. O comportamento predatório não é novo na história humana, não se restringe nem ao fim do século XX e nem aos últimos dois séculos de industrialismo, o que sim é novo é a escala dos instrumentos de predação, cujo símbolo máximo são as armas nucleares. A partir de Hiroshima e, mais precisamente, a partir da segunda metade da década de. 50 a humanidade atingiu a capacidade de auto-extermínio. (Para uma excelente discussão sobre a capacidade de auto-extermínio ver Koestler, 1981; Pringle & Spigelman, 1981; Schell, 1985.)
Quatro catástrofes ameaçam concretamente a humanidade neste fim de século: a guerra nuclear; o lixo atômico acumulado e acidentes em usinas nucleares; o efeito estufa e o enfraquecimento da camada de ozônio na atmosfera. Sobre o primeiro não é necessário dizer mais nada