LOJA FORMO
A proposta era de criar uma loja de móveis, não móveis comuns, mas móveis assinados pelos principais arquitetos do momento. Para tanto, a loja te-ria de ser diferenciada e é aí que entra a genialidade de Paulo Mendes da Rocha.
Sua dimensão lateral abrange 30m por cerca de 15m de profundidade.
Seu terreno era propício ao comércio, pois trata-se de uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo. Em sua extensão, a avenida respirava ne-gócio, transbordava movimento e esgueirava espaço. A falta de estacionamen-to era um problema a ser resolvido. E de que maneira melhor isso poderia ser feito senão elevando o térreo e transformando-o em estacionamento? Foi-se o que fez.
O estacionamento ganha toda a espacialidade do terreno, fazendo um convite aos carros a entrar, quando em meio ao caos do movimento, um lugar mais tranquilo, se torna “água no deserto”. Obstruído apenas pela escada retrátil, no meio do pavimento, que dá acesso a loja, uma forma inteligente de deixar o acesso a loja à um passo do estacionamento e transfigurar de um nada, de um vazio, em face dos olhos, para um tudo, quando se entra na loja.
Da mesma forma, a vitrine ganha destaque, elevada a aproximadamen-te 2m do chão, torna-se um grande diferencial em meio a tanta concorrência, não passando despercebida nem pelos automóveis, tão pouco pelos pedestres.
Para garantir ainda mais o seu destaque, a Forma, foi construída a baixa altura, em contradição à maioria dos outros prédios, dando-lhe ainda mais des-taque quanto ao seu reconhecimento espacial.
A estrutura foi feita por 4 grandes pilares retangulares, com 1,3m de la-do, nos quatro cantos do terreno. Ligados dois a dois por imensas placas de concreto verticais nas extremidades que serviam como estrutura e como fecha-mento da obra. O vão de 30m foi vencido por duas vigas de concreto protendi-do, elevadas a