Leonardo
PRESIDENTE: Adalmir Antonio Marquetti
DIRETOR TÉCNICO: André Luís Forti Scherer
DIRETOR ADMINISTRATIVO: Roberto Pereira da Rocha
Porto Alegre, março de 2011.
PANORAMA RECENTE DO DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO DO RIO GRANDE DO SUL
A economia gaúcha representa aproximadamente 6,6% do Produto Interno
Bruto brasileiro, valor este ligeiramente abaixo do vigente em meados dos anos 90 quando representava cerca de 7,1%. Dessa forma, o RS aparece na quarta posição do ranking dos estados com maiores participações na renda nacional. Tais dados refletem a elevada integração da economia gaúcha ao mercado nacional, em termos tanto do fluxo comercial quanto do processo produtivo. Assim, a análise dos indicadores econômicos e sociais do Estado deve ser feita à luz do próprio ciclo de crescimento da economia brasileira, uma vez que a atividade econômica no Estado tem sua dinâmica fortemente determinada pelo movimento da economia nacional.
Apesar desse vínculo da economia gaúcha à economia nacional, ao longo dos últimos 16 anos, o PIB gaúcho apresentou um crescimento abaixo da média brasileira.
Assim, enquanto, no período 1995-2010 a taxa média anual de crescimento da economia gaúcha esteve em, aproximadamente, 2,5%, a brasileira cresceu 3,0%.
Alguns elementos principais podem ser apontados como responsáveis por esse desempenho relativamente inferior da economia gaúcha. Em primeiro lugar, desponta a sua maior suscetibilidade aos choques agrícolas. Assim, períodos de estiagem têm afetado deforma mais profunda a agropecuária gaúcha do que a nacional. Em segundo, convém destacar-se o fato de que a queda na renda do Setor Primário afeta não só o consumo das famílias, mas o próprio investimento do setor, ou seja, afeta a demanda de toda a atividade econômica de uma forma agregada. Em terceiro, devese destacar a estreita ligação da atividade primária com o setor industrial no interior da economia gaúcha. Assim, por exemplo,