Capitulo IV: Em Busca de Atualização “A especificidade que historicamente caracteriza o Serviço Social, como foi apontado no início deste trabalho, situa-se na demanda social que viabiliza e legitima a implantação e desenvolvimento da instituição.” (pag. 343) “Situa-se aqui a questão da autojustificação da atividade profissional dos Assistentes Sociais e das estratégias de desenvolvimento do campo de ação profissional, de reconhecimento e status.” (pag. 343) “Por outro lado, a contradição evidente entre o discurso institucional, seus objetivos e pretensões, e aquilo que realiza cotidianamente o Assistente Social, torna premente uma autojustificação para a pratica desenvolvida; uma confirmação constate de sua utilidade social e do caráter imanente de seus objetivos: de que os “determinismos sociais” — vistos como fatores que atuam de fora — são os principais responsáveis pelas limitações e condicionamentos à pratica profissional. (pag. 344) “Um terceiro nível de autojustificação aparece ainda com maior importância. Trata – se de justificar para aqueles setores que constituem a demanda real que viabiliza a instituição, isto é, sua implantação e reprodução, o rendimento da inversões realizadas.” (pag. 344) “Esta necessidade constante de produzir uma autojustificação — em relação à definição de suas funções, a seus mantenedores institucionais e, secundariamente, à clientela — constitui – se num dos fatores explicativos da importância de que se reveste, para o meio profissional, seus grandes encontros e reuniões.” (pag. 344) “O primeiro Congresso Brasileiro de Serviço Social é promovido em 1947 pelo CEAS — Centro de Estudos e Ação Social. Constitui – se no primeiro grande conclave que reúne representantes das principais entidades particulares e governamentais ligadas ao Serviço Social e à Assistência. Apresenta, também, o caráter de encontro preparatório para o 2° Congresso Pan-Americano de Serviço Social, a ser realizado no Brasil, em