HOMEOPATIA
Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences vol. 41, n. 4, out./dez., 2005
Avaliação da contaminação microbiana em drogas vegetais
Adriana Bugno1*, Adriana Aparecida Buzzo1, Cristina Terumi Nakamura1, Tatiana Caldas Pereira1,
Dulcilena de Matos2, Terezinha de Jesus Andreoli Pinto3
1
Seção de Controle de Esterilidade – Instituto Adolfo Lutz, 2Seção de Micologia – Instituto Adolfo Lutz,
3
Departamento de Farmácia – Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo
*Correspondência:
A. Bugno
Instituto Adolfo Lutz
Seção de Controle de Esterilidade
Av. Dr. Arnaldo, 355 – Cerqueira César
01246-902 – São Paulo – SP
O aumento no consumo de drogas vegetais transformou seu uso em um problema de Saúde Pública, devida à possibilidade de acesso a produtos sem adequadas condições de uso. A preocupação com a qualidade é principalmente devida ao potencial de contaminação microbiana, por sua origem natural. Noventa e uma amostras compostas por sessenta e cinco espécies vegetais foram avaliadas quanto a contaminação microbiana presente. Os resultados indicaram que 93,2% das espécies vegetais não cumpriram com os parâmetros farmacopêicos de aceitação e sugerem a necessidade de medidas regulatórias e educacionais que garantam a qualidade destes produtos.
Unitermos
• Drogas vegetais
• Controle de qualidade
• Contaminação
• microbiológica
E-mail: adrbugno@ial.sp.gov.br
INTRODUÇÃO
Desde a antiguidade, plantas têm sido utilizadas como medicamentos, na prevenção, no tratamento e na cura de distúrbios, disfunções ou doenças em homens e animais
(Capasso, 1986; Garcia et al., 2003; Korolkovas, 1996;
Rates, 2001). Os povos primitivos iniciaram a identificação de vegetais que melhor se adequavam ao uso medicinal, da época de colheita, das técnicas de extração e de modos de conservação (Garcia et al., 2003; Korolkovas, 1996).
As descobertas de substâncias ativas em plantas