A globalização possui três vertentes fundamentais que são: a economia, a política e a espiritual ou religiosa. Na economia ou nas economias mundiais, existe uma relação de interdependência entre globalização e mercado. São três fatores que dão dinâmica à globalização econômica e de mercado, a saber: 1) o surgimento dos megaconglomerados e corporações estratégicas atuando em redes globais; 2) a chamada continentalização das economias dentro do processo de globalização como, por exemplo: o Mercado Comum Europeu, o NAFTA e o Mercosul; 3) a lógica de mercado baseado na livre concorrência o que fortalece o surgimento das elites orgânicas transnacionais que gerenciam econômica e politicamente o planeta. Na política, com o projeto de ocidentalização da humanidade se construiu a idéia hegemônica de Estados-Nações e de Democracia como valor universal. A democracia funciona quando existe o respeito aos Direitos Humanos. Mas, mesmo assim, assistimos nestes últimos tempos a imposição da democracia a países do Oriente a partir do desrespeito aos direitos humanos como no Afeganistão e Iraque. No entanto, três dados se complementam no processo da globalização política da humanidade, a saber: o crescente avanço da mídia e dos meios de comunicação que interliga todos em tudo; o perigo nuclear ou perigo à biosfera com a retomada das experiências nucleares realizadas pelos Estados Unidos e Irã; e o alerta ecológico, um alerta a toda humanidade que pode ser extinta devido ao acelerado processo de desmatamento e destruição da camada de ozônio. Neste sentido, afirma Leonardo Boff: (...) o tipo de desenvolvimento técnico-industrial adotado implica uma sistemática agressão à natureza, um esgotamento de recursos não-renováveis e uma grande degradação da qualidade de vida para todos os seres vivos. O efeito estufa, o envenenamento do solo e do ar e o buraco de ozônio podem produzir malefícios irreparáveis para a biosfera. A morte revela formas insuspeitadas de ecocídio (morte de