Geo Rural
Introdução: A Ruralidade. da produção material ao consumo do imaterial.
No mundo de hoje, os territórios da ruralidade são muito diferentes do que eram outrora, mas a questão que se coloca, é: porque se fala em territórios rurais?
Se se pensar em termos de dimensão, e se lhe incluirmos as pequenas cidades, as vastas áreas florestais, as áreas de produção e de conservação, temos a noção de um grande território rural. Este representa 90% do território.
Os principais recursos encontram-se nestas áreas (bio-massas, água, etc).
A ruralidade depende de condições climáticas, mas em todo o caso, esta diversidade foi marcada por duas questões:
1 – o sistema de defesa, a defesa do ponto de vista físico para com os outros grupos.
2 – razões de consumo.
Assistimos ao longo dos tempos, a mudanças na ruralidade, muito embora de forma mais lenta do que no mundo urbano.
Quando falamos em territórios da ruralidade, é o mesmo que falar de territórios de baixa densidade.
Hoje, pela experiência da nossa existência, temos de reconhecer que é através dos sentidos e pelo acesso às imagens, que estamos perante uma paisagem rural ou urbana.
Há vários tipos de ruralidade: povoamento disperso, serras, áreas florestais, etc.
Hoje, a ruralidade é mais fácil ser defenida pelas paisagens, e não pelas pessoas, ou os seus comportamentos e atitudes.
Historial do conceito de ruralidade
Tradicionalmente, até aos anos 50 do século XX, antes da expansão agro-industrial, a matriz rural estava muito marcada pela Europa, excepto na Inglaterra, onde a população rural activa representava menos de dois dígitos. Mas a partir da 2ª Guerra Mundial, este cenário muda. A ruralidade foi ultrapassada pelo fenómeno da industrialização.
A concepção tradicional sobre a ruralidade, é uma concepção dicotómica. Os camponeses produziam para si e para a sua família, e os excedentes eram vendidos nos mercados e feiras da cidade. Estes excedentes rurais também eram escassos.