França do século XVII
Em nada podemos comparar a França do século XVII com a França dos dias de hoje. A França, naquela época, vivia sob a égide do absolutismo. Em 1643, com a idade de 5 anos, Luís XIV é sagrado rei de França e o cardeal Mazarino é seu primeiro ministro. Com 24 anos começa a reinar sendo considerado o monarca que melhor representou o Absolutismo, sendo autor da famosa frase “O Estado sou eu”.
O Estado absolutista deve ser compreendido na sua mais íntima relação com a estrutura da sociedade. O conflito entre as classes sociais foi condição fundamental para a sua manutenção. O próprio rei instigava o conflito procurando sobrepor-se a ele e dele tirar proveito. Protegia a alta burguesia, assegurava os monopólios comerciais e industriais, arrendava-lhe impostos, garantia-lhe ascensão social, apoiando-a contra clero e nobreza. Reciprocamente, concedeu privilégios ao alto clero e domesticou a nobreza, atraindo-a a seus palácios por meio de cargos e pensões. Também protegeu as corporações dos artesãos contra os grandes capitalistas, assegurando-lhes os direitos, ao mesmo tempo em que defendeu artesãos e capitalistas contra os assalariados. Garantiu aos camponeses direitos de posse e propriedade adquiridos pelo costume.
O poder real, em suma, descansava sobre o conflito generalizado que tendia a equilibrar as forças sociais, especialmente o conflito entre as duas classes mais poderosas, nobreza e burguesia.
Na França do século XVII, haviam três classes sociais: clero, nobreza e terceiro estado. O território era dividido em vários principados. Príncipes que administravam suas porções de terra, até com bastante autonomia, alguns com total independência. Era a nobreza. Viviam nos grandes castelos. Existia o monarca, mas este, na verdade, exercia um poder mais teórico do que real sobre essa questão de propriedade.
Há duas classes sociais distintas: A nobreza e o Terceiro Estado.
1. A nobreza era o Primeiro e Segundo Estado. Ao Primeiro