Epidemia
Da língua grega, epi= sobre, demos= população e logia= estudo.
Estudo de alguma coisa que aflinge(afeta) uma população.
Desde os primórdios do pensamento ocidental na Grécia Antiga, refletia um antagonismo ancestral entre as duas filhas do deus Asclépios: Panacéis e Higéia . Panacéia padroeira da medicina curativa, prática terapêutica baseada em intervenções sobre indivíduos doentes, através de manobras físicas, encatamentos, preces e uso de fármacos. Ainda hoje se fala da “panacéia universal”para designar um poder excepcionalmente curativo.Higéia, era adorada por aqueles que consideravam a saúde como resultante da harmonia dos homens e dos ambientes, e buscavam promovê-la por meio de ações preventivas.Muitos autores acreditam que a epidemiologia nasceu com Hipócrates. De fato, a estrutura e o conteúdo dos textos hipocráticos sobre as epidemias e sobre as distribuição das enfermidades nos ambientes, por sua clara adesão a tradição higéica, sem dúvida antecipa o raciocínio epidemiológico, como o reconhece a maioria dos textos que fundam o campo da epidemiologia. Não obstante os herdeiros de Hipócrates trataram de reprimir o espírito da primazia do coletivo e estabeleceram o individualismo na ilha de Cós.
Os primeiros médicos ecléticos de Roma, trabalhavam para a corte, o exército ou, com uma certa exclusividade para as famílias nobres.
As diferentes formações ideológicas que se sucederam no mundo ocidental de fato não chegaram a propiciar as condições para uma medicina do coletivo. No início da Idade Média, tanto a hegemonia do catolicismo romano quanto as invasões dos bárbaros trouxeram um predomínio de prática de saúde de caráter mágico-religioso. Sendo assim a prática médica para os pobres era exercida apenas por religiosos.
Contribuição para a Epidemiologia
Para a tradição anglo-saxônica, Thomas Sydenham (1624-1689), médico e líder político londrino, deve ser considerado o fundador da clínica moderna, bem como o