Ebola
O vírus Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976 no Zaire (atualCongo) e, desde então, tem produzido vários surtos no continente africano, de pequena magnitude e abrangência, mas com alta letalidade. A causa mais provável da contaminação dos seres humanos foi o contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas, morcegos-gigantes, antílopes e porcos-espinhos.
Desde dezembro de 2013, a África Ocidental vem enfrentando importante surto de Doença pelo Vírus Ebola (DVE), sendo os países mais afetados Guiné, Libéria e Serra Leoa. Nesses países está estabelecida transmissão de pessoa a pessoa. A Nigéria registra pequeno número de casos, a maioria importados. Até 15 de agosto de 2014, foram notificados 2127 casos com 1145 óbitos.
A Organização Mundial da Saúde, pela gravidade da situação epidemiológica da DVE, decretou em 08/08/14 Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, para alerta dos países e mobilização de recursos para as áreas afetadas.
II. DEFINIÇÃO
A. Classificação taxonómica
O vírus Ébola pertence ao género Filovírus, família Filoviridae. O nome filovírus significa em latim filiforme, o que quer dizer que são compridos e finos. O outro vírus deste género é o vírus Marburgo. Ambos causam febre e hemorragias, daí serem consideradas agentes de febres hemorrágicas. Apesar de ser comparado com as famílias Rhabdoviros e Paramyxovirus, a sua significância é diferente. Todas estas famílias partilham algumas semelhanças ao nível genómico, o que faz com que estas pertençam à superfamília Mononegavirales (Wagner et al., 2003). Partilham ainda a presença de envelope lipídico,embora não possuam a mesma forma.
A morfologia do vírus Ébola varia consoante a partícula viral de que se trata, ou seja, é pleomórfica, (Ferreira & Sousa, 2002), o que significa que pode surgir com diferentes formas. Normalmente tem a forma de “U” ou baciliforme, mas também pode apresentar-se de forma