Cubismo
Agora, lidando com figuras no espaço superior, estamos em posição análoga. Não podemos apreender o elemento que as compõe. Podemos conceber um cubo mas aquilo que corresponde a um cubo no espaço superior está além de nosso alcance. Mas o ser plano é obrigado a usar figuras bidimensionais, quadrados, para chegar a uma noção de figura tridimensional; também assim devemos usar figuras tridimensionais para chegar à noção de quarta dimensão. Vamos chamar de tessaracto a figura que corresponde a um quadrado em um plano e a um cubo em nosso espaço” (HINTON, Charles Howard. A New Era of Thought. London: Swan Sonnenschein & Co., 1888. p. 156-157. Trad. Daniela Kern).
No começo do século XX os artistas das vanguardas históricas já estão bem familiarizados com essa “novidade velha”, e Appolinaire, em Pintores cubistas, faz clara menção do recurso a tais teorias por parte dos artistas de vanguarda. O modo como semelhante recurso se dava é motivo para acaloradas discussões. Basta que lembremos o ceticismo do marchand Daniel-Henry Kahnweiler a respeito dos conhecimentos “matemáticos” dos cubistas, tal como ele manifestou em troca de correspondência com Gombrich, no final dos anos cinquenta.
Na proa dos divulgadores científicos que se detêm sobre as teorias da quarta dimensão encontra-se Henri