Convite a filosofia
Como sabedoria de vida. Essa definição se atém no produto da filosofia, no que se espera dela: uma vida plena, na qual o indivíduo alcançou o entendimento de si próprio. Nesse caso, a definição é falha por não dizer exatamente o que é e nem o que faz a filosofia.
Como esforço racional para conceber o Universo como uma totalidade ordenada e dotada de sentido. Nessa concepção a filosofia seria a ciência que explicaria o mundo e o universo, com um sistema padrão e verdadeiro. O problema é que já se sabe que isso é impossível, além de ser o foco de outras ciências, além de requerer uma única resposta certa e verdadeira, o que a própria filosofia não aceita.
Como fundamentação teórica e crítica dos conhecimentos e das práticas. Essa é a filosofia que tem tido maior recorrência em nosso tempo presente. Ela apresenta-se como elemento de validação do conhecimento, analisando os métodos de aquisição dos saberes, bem como interpretando seus resultados. Ainda faz-se presente no estudo da consciência de nossos sentimentos e ações gerais.
Mesmo a filosofia estando enraizada junto ao conhecimento humano, mesmo ela dando suporte ao avança tecnológico e científico da humanidade, o senso comum a vê como uma prática inútil. Isso acontece, principalmente, porque, na sociedade em que vivemos, o que não tem uma aplicação prática direta e imediata, o que não gera lucro e não pode ser vendido – e, então, não traz prestígio algum – não é visto como útil. O senso comum está tão preso a esses ícones do nosso modelo de sociedade, que não consegue libertar-se dele para entender a filosofia, quem dera praticá-la para trabalhar melhor, viver e conviver melhor. A filosofia é necessária – e mais - é inerente à vida.
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