Caso dos exploradores de cavernas
Art. 23. Não há crime quando o agente pratica o fato:
I- em estado de necessidade
Art. 24. Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se.
Estado de Necessidade- Um Crime Legal. Nenhum dos exploradores tinha a intenção de matar, mas na verdade, se não o fizessem, morreriam de inanição.
Tese: Pelas circunstâncias que rodearam o momento criminal, entendemos que outra alternativa não restou, mesmo porque, se não fizessem essa escolha, em princípio reprovável, todos poderiam falecer por inanição. A morte de Roger, foi o “socorro”, considerando que não existiam mais alimentos para mantê-los vivos.
Para que configure o estado de necessidade temos como requisitos indispensáveis:
a) Perigo atual: exige-se que o perigo esteja em iminência de ocorrer – relativamente o perigo de morte era iminente, pois o próprio médico da equipe de resgate informou a quase inexistência de chance de sobreviverem, neste período que foi estipulado de dez dias para o resgate, que na verdade se deu em doze dias.
b) Não manifestação de vontade: o perigo não pode ser provocado pelos sujeitos – relativamente nenhum dos exploradores deu causa ao perigo de morte por inanição, uma vez que estavam presos devido ao desmoronamento natural da caverna bloqueando sua saída
c) Inevitabilidade do perigo: deve a situação já estar