Ars Nova
Recessão econômica
A Guerra dos Cem Anos
A peste negra
O grande Cisma do Ocidente (1378 – 1417)
A arte deixa o ideal cortês em direção a uma arte mais naturalista e racionalista
Afirmação das línguas vernáculas (Divina Comédia de Dante)
Avanço do profano, que invade a arte religiosa
A música tem uma predileção pela complexidade.
A “revolução” rítmica de Phillipe de Vitry
Ars nova musicae – ca.1325
Revisa a teoria franconiana
Acrescenta um novo valor: a mínima
Estabelece um sistema proporcionalidade.
O tempo imperfeito adquiriu legitimidade, assim como o perfeito (ternário). Tal fato redimensiona a subdivisão das figuras.
Acrescenta ao Modus e ao Tempus o Prolatio – possibilidade de divisão da breve em 3 ou 2 partes
As subdivisões da mínima sempre são binárias
Temporas
A complexidade rítmica
A “mixagem” rítmica
Um dos aspectos mais importantes da Ars Nova é a mixagem entre os metros ternário e binário.
Esse processo era chamado de Coloração
O termo coloração é devido ao fato de que Vitry usava cores diferentes para os metros usados em cada voz.
Esse processo só foi possível graças a um procedimento de reiteração de estruturas conhecido como Isorritmia.
Motetes Isorrítimicos
Princípio composicional da Ars Nova
Uma superestrutura de duas vozes, ou mais, movendo-se predominantemente em semibreves e mínimas sobre um tenor lento. As duas vozes, duplum e triplum (possivelmente um quadruplum), movem-se em um ritmo rápido, com frases estruturadas. Elas se desenvolvem regularmente sobre um tenor que se reitera periodicamente. A esse movimento de reiteração da estrutura do tenor se dá o nome de Talea.
Talea
Evoluem das Ordens do século XIII (típicas do motete de Perotin)
Significa um talho, no sentido de um agrupamento de elementos rítmicos, que se repetem consecutivamente
A parte do tenor então é isorrítmica – baseada em uma fórmula rítmica que era repetida através da peça. Algumas repetições poderiam se mudadas ou