Aprenda a perdoar
Na ótica da sociedade ocidental, e porque não dizer em esfera mundial, o egocentrismo, ou seja, o “eu” enquanto indivíduo como centro do mundo, evidencia a incansável busca dos seres humanos no sentido da satisfação daquilo que julgam ser suas necessidades vitais. Não há nada de errado em se autovalorizar e buscar o melhor para si. A questão é que quando não o fazemos de maneira equilibrada, sutilmente começamos a perder a noção do “nós” (aqui defino “nós” como tudo aquilo que é externo e que nos cerca cotidianamente). Desapossados desta noção, é inevitável que tenhamos dificuldades diversas, e em vários graus, nas nossas relações interpessoais (interações entre as pessoas no dia-a-dia). Como consequência desta situação, passamos a não conseguir desenvolver e manter relações saudáveis com aqueles que pertencem ao nosso grupo de convívio regular. A nossa percepção da vida e a maneira com a qual a encaramos não contemplam mais as “ferramentas” que nos unificam e homogeneízam (nos fazem iguais) sob o enfoque de Deus. Estamos tão ocupados conosco mesmo que nos esquecemos das virtudes que nos tornam respeitáveis diante da sociedade e singulares (únicos, especiais) diante de Deus... O que fazer diante de tal quadro de vida? Gálatas 5, 22 menciona algumas destas virtudes, nominadas frutos do Espírito, dentre as quais destaco o amor, a alegria, a paz, a bondade, o domínio próprio, a mansidão, entre outras. Certamente elas nos ajudam, se por nós adotadas, a viver dentro do que Deus deseja, contudo, são virtudes que não são “estanques” (isoladas ou fora de um contexto). Isto significa que só são concretizadas e afloradas em nossas vidas quando temos a oportunidade de aplicá-las nos relacionamentos com as pessoas. Elas nos conduzem na “estrada” rumo à conquista da maturidade que tanto almejamos utilizar no enfrentamento diário das mais difíceis lutas que envolvem as relações humanas. Quer saber o nome desta tão valiosa