Analise de texto de português no curso de ADM
Prof. Vagner Santana
COLETÂNEA DE TEXTOS PARA ANÁLISE – SD1
http://www.estadao.com.br/, acesso em 19/07/2013
http://kdfrases.com/frase/152120, acesso em 19/07/2013
Idiomaterno
Caro leitor, cara leitora: você tem um compromisso. Largue tudo, agora mesmo, e vá ao Museu da Língua Portuguesa. Aqui vão algumas razões:
1) O museu fica no Brasil, e você também. Geralmente este tipo de coisa fica na Suécia. Mas lá se fala sueco, felizmente. Na língua deles, inveja é avundsjuka. E é isso que as várias Suécias do mundo estão sentindo hoje. Todas um primeiro time de avundsjukosos. Sorry, periferia.
2) O museu fica na periferia, ou seja, no centro da cidade. Na restaurada Estação da Luz, o que já valeria a visita.
3) Nenhum outro museu do mundo tem uma língua por objeto.
4) Nenhuma outra língua do mundo tem um museu só dela.
5) A Praça da Língua, um dos ambientes, transforma o teto em cinema, e nos faz ouvir poesia, piada e música com uns ouvidos que a gente quase não usa. Aqueles que guardamos para as declarações de amor, risos de bebê e confissões de amigo. Enfim, essas coisas que para serem bem ouvidas, a fundo, pedem um banco de praça.
6) Em um raríssimo caso, a gramática ali não bate no povo prascóvio. Ao contrário: celebra as manhas e palavras que ele vai inventando. Como “prascóvio”, por exemplo; que o Aurélio e o Houaiss não conhecem, mas o Riobaldo, sim.
7) Por falar nele, veja a sala dedicada ao Grande Sertão: Veredas. Uma das experiências mais fantásticas dali. Mesmo que você não tenha lido o livro, ou tenha tentado e desistido, vá. Estão lá todas as páginas do romance, datilografadas e emendadas pelo autor, impressas em enormes panos pendentes do teto. Tudo ao alcance das mãos, dos olhos, da curiosidade, da brincadeira, do encanto.
8) A generosidade dos curadores, que dedicaram seus estudos ao lado de fora da academia. Ao povo que anda de trem, e passa por ali, e trabalha sem pensar em nada. Mas que fala e usa a