V de vingança - ponto de vis
Adaptado de uma graphic novel escrita por Alan Moore e desenhada por David Lloyd, o filme, roteirizado por Andrew Wachowski e Laurence Wachowski (também roteiristas e diretores de Matrix), passa-se em uma futurista Inglaterra caótica.
Após uma guerra nuclear e subseqüentes complicações de cunho nacional (miséria, doenças, inconformação geral, etc), um partido totalitário aproveita-se do medo e desespero da população para implantar um regime ditatorial e controlador. Através da manipulação da mídia, da exageração de ameaças terroristas e do uso da religião como forma de controle, o governo faz com que a população se contente com o atual sistema e se sinta feliz em trocar – supostamente – a liberdade por segurança.
Após um tempo, entretanto, as mentiras tornam-se cada vez mais óbvias aos olhos da maioria. Eles percebem, aos poucos, que diversos escândalos são encobertos (tanto dos líderes quanto do clero) e que existem diversos interesses por trás do pretexto de proteção e ajuda que a tal ditadura apresentava no início. Apesar disso, as coisas tendem a continuar da mesma forma, já que os indivíduos não viam como resistir ou se impor em relação a opressão.
Então, em meio a esse contexto, surge o personagem revolucionário de codinome V (de vendetta: termo destinado, basicamente, a atos hostis de vingança, retaliação, etc.). Misterioso, V usava, impreterivelmente, uma máscara que remetia ao personagem histórico Guy Fawkes. Pois, em 1605, sendo um dos líderes de um grupo de católicos contrários a opressão por parte do rei Jaime I, Guy Fawkes planejava explodir o prédio do parlamento inglês; e era exatamente isto o que V tinha como meta, ainda no mesmo dia escolhido para a realização daquela conspiração (o 5 de novembro). Ele pretendia usar a destruição do Parlamento como um símbolo que representasse o início de uma grande transformação social, na qual os interesses da população agora seriam ouvidos. Queria, também,
“desmistificar” o poder que