O problema cosmológico
Consiste em indagações humanas quanto a origem das coisas e sua constituição fundamental.
I – O problema cosmológico foi o primeiro problema que surgiu na história da filosofia, isto é, as primeiras indagações foram quanto ao local em que nos encontramos, o elemento fundamental que constituiu o mundo físico, a origem de todo o “cosmos” (universo) e seu fim.
Inicialmente, a filosofia não estava separada da ciência, pois não havia métodos científicos e aparatos tecnológicos que permitissem mensurar, por isso durante esse período o ser humano apenas “expectava” – observava, refletia. Portanto, a partir do século XVII, com o surgimento do método empírico de Descartes ocorreu uma separação entre a filosofia e a ciência.
II – As primeiras respostas humanas para compreender o “cosmos” (universo) foram mitológicas: explicações imaginárias, mágicas, “maravilhosas”, ou seja não eram explicações racionais (filosóficas ou científicas). Dessa forma, podemos encontrar na literatura grega um legado mitológico essencialmente ligado a à cultura grega como nas obras de Hesíodo e Homero.
III— As primeiras escolas cosmológicas foram as representantes do nascimento da filosofia, buscando o “princípio de origem”. Mormente, inúmeros pensadores gregos dedicaram-se à compreensão do “princípio da origem” ligando-a aos elementos da natureza como a água ou o ar. Segundo Demócrito, a matéria poderia ser fragmentada até atingir sua unidade básica fundamental: o átomo (aquilo que não se divide).
Contudo, para outros pensadores posteriores, como Parmênides, apesar da realidade parecer volátil, fluída, inconstante ele asseverava que existiria uma realidade constante e estável que estava intrinsecamente ligada às coisas. Assim, surge um debate entre Parmênides e Heráclito que defendia o “fogo” – a dialética, o movimento, a inconstância. Essa divergência intelectual entre esses dois pensadores atravessou os séculos...
IV – Sócrates, mestre de Platão,