O perigo da história única
Chimamanda Adichie é uma romancista que conta a história de como ela encontrou sua voz autêntica cultural. Ela inicia falando de sua infância, sendo uma infância feliz. Relata sobre sua experiência de leitura desde a infância e da influencia dos livros infantis. Fala que a partir dos 7 anos começou a escrever historias com ilustrações em giz de cera e ressalta que escrevia exatamente o que lia, que os personagens de suas historias sempre eram brancos de olhos azuis.
Foi através da leitura dos livros africanos que Chimamanda Adichie foi se apropriando de sua própria historia e origem. A descoberta dos escritores africanos a salvou de ter uma única história sobre o que são os livros.
Em seu dirscurso Chimamanda Adichie diz:
“(...) depois de ter passado alguns anos nos EUA como uma africana, eu comecei a entender a reação da minha colega de quarto para comigo. Se eu não tivesse crescido na Nigéria e tudo o que eu soubesse sobre África viesse das imagens populares publicadas, eu também pensaria que a África era um lugar de paisagens bonitas, animais bonitos e pessoas incompreensíveis, disputando guerras insensatas, morrendo de pobreza e AIDS, incapazes de falar por si mesmas. Esperando para serem salvas pelo estrangeiro branco e gentil. (...) Eu acho que essa história única vem da literatura ocidental. (...) Então comecei a perceber que minha colega de quarto deve ter visto e ouvido, durante toda sua vida, diferentes versões da história única”.
Segundo Felipe Corrêa o poder se define como uma capacidade de realização ou força potencial que poderia ser aplicada em uma relação social determinada.
Corrêa ainda ressalta que o poder se encontra em todos os níveis e todas as esferas da sociedade e fornece as bases para o estabelecimento de regulações, controles, conteúdos,