O Papel das Incubadoras de Empresas no Desenvolvimento Econômico
O desenvolvimento econômico e tecnológico de um país não dependem somente do governo e suas políticas públicas como também não dependem somente das empresas. O motor desse processo é um conjunto inter-relacionado de instituições. E nesse sentido, englobam-se as interações entre Estado, empresa, instituições de pesquisa, universidades, escolas, sistema financeiro, que formam o que é chamado de Sistema Nacional de Inovações. Esse sistema possibilita a produção e difusão de informações, conhecimentos, tecnologia que moldam o desempenho de todo o conjunto de instituições nele inseridos. Nesse cenário, há participação de uma figura muito importante, descrita por Schumpeter (1982) como o empreendedor, que seria o responsável em combinar a inovação, o crédito e a viabilidade do comércio. Esse agente está presente em grandes firmas e graças à sua atuação, estas empresas interagem mais facilmente com instituições financeiras, instituições de informação e de pesquisa e são bem sucedidas na difusão de suas novas combinações. Entretanto, essa situação é diferente em firmas menores, que não contam com indivíduos qualificados o suficiente para estimular mudanças. É neste âmbito que as incubadoras de empresas se tornam cruciais para facilitar os processos de aprendizado e inovação, intrínsecos ao processo de desenvolvimento (SILVA & JUNIOR, 2012).
As incubadoras são organizações que buscam ajudar no processo de crescimento de empresas pequenas, oferecendo uma infraestrutura e instalações adequadas para estimular a capacitação e inovação tecnológica daquelas instituições. Nesse ambiente, vários elementos integrantes do sistema nacional de inovação se beneficiam, além da empresa, como os institutos de pesquisa e universidades, que fortalecem suas relações com a indústria e que também aproximam e estimulam os professores e alunos a empregarem suas habilidades na firma. As incubadoras também incitam o