O mito com estrutura
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23/05/2014
Capitão poço
O mito se estrutura a partir do momento em que envolve uma coletividade e essa coletividade o perpetua. Lendas diferem de mito no sentido de que a lenda não tem aderência coletiva, em massa. Mito ao contrário, tem adesão grupal e envolve a mentalidade de um povo, de uma época. Exemplos de lendas: minotauro, medusa Hércules.
Os elementos figurativos cujas histórias são narradas em determinadas regiões, mas todos os consideram meras histórias, fantasias, lendas. O mito, ao contrário, tem adesão grupal e são tratados pelo grupo como verdades, no sentido de que os fatos relatados de fato ocorreram em determinada época e em determinado lugar, há muito tempo.
Outra linha de interpretação do mito é a do antropólago Lévi-Strauss, representante da corrente estruturalista básica que explica os mais diversos mitos, procedimento que valoriza mais o sistema do que os elementos que compõem .Os elementos, por serem relativos, só têm valor de acordo com a posição que encontram na estrutura aqui pertencem.Ou seja, um fato isolado ou um mito isolado não possuem significado em si.
Enquanto outros téoricos interpretam os mito pela sua funcionalidade e se baseiam nos elementos particulares, na pura subjetividade ou na história de um determinado povo ,Lévi-Strauss busca os elementos invariantes , que persistem sob diferenças superficiais .
Para tanto, interessam-lhe os sistemas de relações parentescos, filiação , comunicação línguistica ,troca econômica etc., comuns a todas as sociedades.Por exemplo, uma regra universal é a proibição incesto. Esse interdito tem o lado positivo de garantir a exogamia, ou seja, a união com pessoas de outro grupo.
Segundo Lévi-Strauss , o mito não é , como se costuma dizer, o lugar da fantasia e do arbritrário, mas pode ser compreendido apartir de uma estrutura lógico –formal subjecente, pelo lugar que cada elemento oculpa em determinada